Olá
povo Deus!
Semana
abençoada para todos.
Bora lá dar continuidade ao tópico de hoje: A Palestina na época de Jesus.
Conforme havíamos falado, hoje vamos conhecer os grupos étnicos que compunham a estrutura social na época de Jesus.
OS
FARISEUS
O nome fariseu significa separado, enfatizava as tradições e práticas judaicas que os distinguiam da cultura pagã; eles também se orgulhavam da rígida observância de cada detalhe da lei judaica, bem como da extrema intolerância que nutriam contra pessoas consideradas cerimonialmente impuras. Tal piedade e patriotismo conquistaram o respeito do povo.
OS SADUCEUS
Este grupo era formado pela alta sociedade judaica, a qual só enxergava as vantagens sociais dadas a eles pelo governo romano.
Era um grupo formado por membros da aristocracia de Jerusalém.
Era desse pequeno grupo que saíam o sumo sacerdote e os sacerdotes inferiores que controlavam o templo.
A maioria era simpatizante dos costumes e hábitos sofisticados da
cultura greco-romana e, alguns até adotavam nomes gregos. Eram um grupo
político conservador.
Eles
ainda controlavam o alto conselho judaico, ou sinédrio, mas não tinham
influência sobre as pessoas comuns.
OS
ZELOTES
Era um partido favorável à resistência armada de todos os romanos presentes na pátria.
Eles se inspiravam na época gloriosa dos macabeus (Os macabeus fundaram a dinastia dos Hasmoneus, que governou de 164 a 37 a.C., reimpuseram a religião judaica, expandiram as fronteiras de Israel e reduziram no país a influência da cultura helenística.
Seu membro mais conhecido foi Judas Macabeu, assim apelidado devido à sua força e determinação.
Os macabeus durante anos lideraram o movimento que levou à independência da Judéia, e que reconsagrou o Templo de Jerusalém, que havia sido profanado pelos gregos.
Após a independência, os hasmoneus deram origem à linhagem real que governou Israel até sua subjugação pelo domínio romano em 37 a.C.), quando o zelo religioso uniu forças com a espada para depor os dominadores gregos pagãos.
Desse modo, as colinas da
Galileia costumavam abrigar um grande número de grupos guerrilheiros prontos
para iniciar uma revolta ou para destruir algum símbolo da autoridade romana na
Palestina.
OBS.:
Esse foi o grupo que se insurgiu durante o julgamento de Jesus, a favor de
Barrabás.
OS
ESSÊNIOS
Esse grupo tinha pouco ou nenhum interesse em política ou em guerra.
Em vez disso, eles se retiraram para o deserto da Judeia em protesto, crendo que o templo do judaísmo estava irremediavelmente comprometido.
Ali, em comunidades monásticas isoladas, eles estudavam as Escrituras e se preparavam para o reino do Senhor, o qual, segundo eles, despontaria a qualquer momento.
Foram identificados pelos estudiosos, como os ocupantes da comunidade do Qumrã, que copiava manuscritos antigos e redigia comentários.
Esses documentos, chamados Manuscritos do mar
Morto, foram descobertos em 1946.
Jesus
tinha de exigir a lealdade de seus seguidores sem confundir o propósito de sua
missão com os objetivos desses outros grupos existentes em meio aos judeus, o
que era uma tarefe difícil (este seria, segundo os pesquisadores, o quinto
grupo que surgiu).
O judaísmo que conhecemos hoje, descende da versão farisaica do primeiro século e, que conhecemos como judaísmo rabínico.
A destruição do templo em 70 d.C.,
alterou a natureza dessa religião e a determinação romana de reprimir
movimentos revolucionários tornou impraticável tanto a ideologia dos zelotes
(um protesto em busca de revolução política) quanto a dos essênios (um protesto
em busca de pureza). Os saduceus por sua vez (poder aristocrático) viram suas
ideias acabarem com a destruição do templo.
Então
restou ao judaísmo ficar a cargo das “pessoas do livro” (os fariseus), que
procuravam direcionar a totalidade de sua vida segundo as instruções das
Escrituras Hebraicas, pois só restou este grupo para dar continuidade a cultura
sucumbida.
Na
próxima semana, veremos o quarto tópico:
O
Ministério de Jesus.
Até
lá!!!











