quarta-feira, 20 de setembro de 2023

A PALESTINA NA ÉPOCA DE JESUS (2ªparte)

Olá povo Deus!

Semana abençoada para todos.

Bora lá dar continuidade ao tópico de hoje: A Palestina na época de Jesus.

Conforme havíamos falado, hoje vamos conhecer os grupos étnicos que compunham a estrutura social na época de Jesus.  

OS FARISEUS

O nome fariseu significa separado, enfatizava as tradições e práticas judaicas que os distinguiam da cultura pagã; eles também se orgulhavam da rígida observância de cada detalhe da lei judaica, bem como da extrema intolerância que nutriam contra pessoas consideradas cerimonialmente impuras. Tal piedade e patriotismo conquistaram o respeito do povo.

OS SADUCEUS

Este grupo era formado pela alta sociedade judaica, a qual só enxergava as vantagens sociais dadas a eles pelo governo romano.

Era um grupo formado por membros da aristocracia de Jerusalém. 

Era desse pequeno grupo que saíam o sumo sacerdote e os sacerdotes inferiores que controlavam o templo. 

A maioria era simpatizante dos costumes e hábitos sofisticados da cultura greco-romana e, alguns até adotavam nomes gregos. Eram um grupo político conservador.

Eles ainda controlavam o alto conselho judaico, ou sinédrio, mas não tinham influência sobre as pessoas comuns.

OS ZELOTES


Era um partido favorável à resistência armada de todos os romanos presentes na pátria. 

Eles se inspiravam na época gloriosa dos macabeus (Os macabeus fundaram a dinastia dos Hasmoneus, que governou de 164 a 37 a.C., reimpuseram a religião judaica, expandiram as fronteiras de Israel e reduziram no país a influência da cultura helenística. 

Seu membro mais conhecido foi Judas Macabeu, assim apelidado devido à sua força e determinação. 

Os macabeus durante anos lideraram o movimento que levou à independência da Judéia, e que reconsagrou o Templo de Jerusalém, que havia sido profanado pelos gregos. 

Após a independência, os hasmoneus deram origem à linhagem real que governou Israel até sua subjugação pelo domínio romano em 37 a.C.), quando o zelo religioso uniu forças com a espada para depor os dominadores gregos pagãos. 

Desse modo, as colinas da Galileia costumavam abrigar um grande número de grupos guerrilheiros prontos para iniciar uma revolta ou para destruir algum símbolo da autoridade romana na Palestina.

OBS.: Esse foi o grupo que se insurgiu durante o julgamento de Jesus, a favor de Barrabás.

OS ESSÊNIOS

Esse grupo tinha pouco ou nenhum interesse em política ou em guerra. 

Em vez disso, eles se retiraram para o deserto da Judeia em protesto, crendo que o templo do judaísmo estava irremediavelmente comprometido. 

Ali, em comunidades monásticas isoladas, eles estudavam as Escrituras e se preparavam para o reino do Senhor, o qual, segundo eles, despontaria a qualquer momento. 

Foram identificados pelos estudiosos, como os ocupantes da comunidade do Qumrã, que copiava manuscritos antigos e redigia comentários. 

Esses documentos, chamados Manuscritos do mar Morto, foram descobertos em 1946.

Jesus tinha de exigir a lealdade de seus seguidores sem confundir o propósito de sua missão com os objetivos desses outros grupos existentes em meio aos judeus, o que era uma tarefe difícil (este seria, segundo os pesquisadores, o quinto grupo que surgiu).

O judaísmo que conhecemos hoje, descende da versão farisaica do primeiro século e, que conhecemos como judaísmo rabínico. 

A destruição do templo em 70 d.C., alterou a natureza dessa religião e a determinação romana de reprimir movimentos revolucionários tornou impraticável tanto a ideologia dos zelotes (um protesto em busca de revolução política) quanto a dos essênios (um protesto em busca de pureza). Os saduceus por sua vez (poder aristocrático) viram suas ideias acabarem com a destruição do templo.

Então restou ao judaísmo ficar a cargo das “pessoas do livro” (os fariseus), que procuravam direcionar a totalidade de sua vida segundo as instruções das Escrituras Hebraicas, pois só restou este grupo para dar continuidade a cultura sucumbida.

Na próxima semana, veremos o quarto tópico:

O Ministério de Jesus.

Até lá!!!


terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

A PALESTINA NA ÉPOCA DE JESUS (1ª parte)

 Olá povo Deus!

Semana abençoada para todos.

Bora lá ao tópico de hoje: A Palestina na época de Jesus.

Quando ouvimos a palavra Palestina, o que vem a nossa mente é guerra, atentados, morte e choro, muito choro.

A Palestina deriva de uma colcha de retalhos políticos-religiosos, onde os únicos prejudicados são o povo. O povo da época de Jesus.

Você sabia que essa região é o berço do Cristianismo? Não!!! Pois é. Esse lugar sofre com invasões, guerrilhas, guerras e atentados a milhares de anos e, é difícil enxergarmos com nossos olhos humanos um final feliz.

Mas, vamos lá. Feche seus olhos e tente visualizar uma terra sendo dividida várias e várias vezes, esta é a Palestina.

O nome Palestina tem várias origens e significados, em árabe: فلسطين, transliterado: Filasṭīn; em hebraico: פלשתינה; em grego: Παλαιστίνη, transliterado: Palaistinē, e em latim: Palæstina; é a denominação histórica dada pelo Império Romano a partir de um nome hebraico bíblico, a uma região do Oriente Médio situada entre a costa oriental do Mediterrâneo e as atuais fronteiras ocidentais do Iraque e Arábia Saudita, hoje compondo os territórios da Jordânia e Israel, além do sul do Líbano e os territórios da Faixa de Gaza e Cisjordânia.



A área correspondente à Palestina até 1948 encontra-se hoje dividida em três partes: uma parte integra o Estado de Israel; outra a atual Jordânia e duas outras (a Faixa de Gaza e a Cisjordânia), de maioria de árabes palestinos, deveriam integrar um estado palestino a ser criado – de acordo com a lei internacional, bem como as determinações das Nações Unidas, o Reino Unido. 

Em 1967, a Faixa de Gaza e a Cisjordânia foram conquistadas por Israel ao Egito e à Jordânia respetivamente, após a Guerra dos Seis Dias. E posteriormente Gaza em 2005 foi entregue à Autoridade Palestina, já a Cisjordânia (Judeia e Samaria) possui partes de territórios soberanos palestinos e parte de territórios com habitantes israelenses estabelecidos na conquista do território.

Há alguns anos, porções dispersas dessas duas áreas foram oferecidas por Israel e passaram a ser administradas pela Autoridade Palestina, mas, devido aos ataques violentos dos palestinos, esses territórios e sua população estão sob constante observação. 

A população palestina dispersa pelos países árabes em campos de refugiados, ou situados nos territórios de Gaza e Cisjordânia, é estimada em 5 milhões de pessoas. 

Desde 2018, uma campanha encabeçada pela ONU, tenta levantar fundos para os refugiados da Palestina.

Assim está hoje a Palestina. E no tempo de Jesus? Vejamos:

Na época de Jesus a Palestina era um lugar de miscigenação social, religiosa e política. Era governada por Roma. 

A agricultura era desenvolvida ainda de forma muito rudimentar, em Jerusalém os sacerdotes judeus ofereciam sacrifícios ao Senhor de Israel e, a cinquenta quilômetros dali, em Sebaste, sacerdotes pagãos ofereciam sacrifícios para o deus romano Júpiter.

Os judeus eram apenas a metade da população da Judeia, tinham aversão aos seus dominadores, e detestavam as praticas pagãs em sua pátria. 

Os romanos eram detentores de um modo de vida promíscuo e odiado pelos habitantes, pois eles introduziram a cultura helênica (grega), que já havia sido trazida anteriormente pelos sírios séculos antes. Todos os filhos de Abraão desprezavam seus dominadores, discordando apenas quanto a maneira de opor-lhes resistência.

Séculos antes, os profetas de Israel haviam anunciado um dia em que o Senhor livraria seu povo dos conquistadores pagãos e estabeleceria seu reino sobre toda a terra. 

Naquele dia, Ele enviaria um soberano ungido, um messias, para por fim ao mundo corrupto do presente e substituí-lo por um paraíso eterno. 

Ele ressuscitaria os mortos e julgaria suas ações neste mundo, e os ímpios seriam unidos, mas os justos seriam recompensados coma vida eterna no reino de Deus.

Segundo o livro de Daniel e outros escritos judaicos populares, o reino do Senhor seria estabelecido somente após uma batalha cósmica final entre as forças do bem e do mal. 

Ela terminaria com a destruição da ordem mundial existente e a criação de um reino sem fim (Dn.7:13-22). Essa crença, juntamente com ideias sobre a ressurreição dos mortos e juízo final, fazia parte da fé judaica popular na época de Jesus.

A partir daí e, contra a dominação romana, facções judaicas foram surgindo, cada uma delas com sua interpretação do momento. Nesse momento, também, surge o Senhor Jesus.

=====Até nosso próximo encontro===================

Onde vamos falar um pouco desses grupos ou facções como foram chamados, suas características sociais, religiosas e políticas.

Lembrando a todos que nosso trabalho de estudo está baseado no livro "História do Cristianismo" de Bruce L. Shelley e revisado por R. L. Hatchett da Editora Thomas Nelson Brasil, Rio de Janeiro, 2020.

domingo, 14 de fevereiro de 2021

CURTA METRAGEM: Cinco frases do Mis. Albert Schweitzer




 

Jesus e a Igreja

 Olá povo Deus!

Semana abençoada para todos.

Vamos ao tópico de hoje: Jesus e a Igreja.

Quando falamos de Jesus (homem) não podemos esquecer que Ele pertencia a uma etnia, tinha família, estudou sobre o judaísmo e, o seguiu. Neste momento, paira uma dúvida entre os estudiosos: afinal Jesus quis ou não criar a Igreja?


O missionário Albert Schweiter, famoso por seu trabalho no continente africano, costumava afirmar que Jesus era obcecado pelo sonho do iminente fim do mundo, tanto que se sacrificou na tentativa de torna-lo realidade.

Já o influente teólogo alemão Rudolf Bultmann, costumava ensinar que Jesus era um profeta que desafiava as pessoas a tomar uma decisão radical por Deus ou contra Deus.

Outros afirmavam, que o reino anunciado por Jesus era uma confraria (associação ou conjunto de pessoas do mesmo ofício, da mesma categoria ou que levam um mesmo modo de vida) de amor e perdão. Ao mesmo tempo que afirmavam que Jesus tinha fundado uma sociedade invisível, um grupo moral ou espiritual e, não uma instituição com ritos e crenças.

Este tipo de visão anti-institucional do cristianismo é tão debatido e comentado, que o que temos de melhor a fazer é encarar uma questão de cada vez.

Será que Jesus teve alguma coisa a ver com a formação da Igreja Cristã?

Em caso afirmativo, como ele moldou o caráter especial dessa coletividade?

Os escritores do Evangelho retrataram Jesus como uma pessoa que tinha o propósito de reconstruir os passos de Israel. E de onde veio a inspiração para isso, vamos lá:

  • 1.    Jesus e Israel passaram um tempo no Egito;
  • 2.    Jesus entrou no Jordão (para seu batismo), Israel atravessou o Jordão;
  • 3.    Jesus foi tentado no deserto, Israel também (dúvidas quanto a Deus, bezerro de ouro, ...);
  • 4.    Jesus escolheu doze discípulos, Israel era divido em doze tribos;
  • 5.    Jesus proclamou a Palavra de Deus, assim como Israel viu Moisés fazer (sermão do monte);
  • 6.    Jesus pregou cinco sermões (a história bíblica começa com cinco livros – Pentateuco);
  • 7.    Jesus é descrito no livro de Mateus através de atos poderosos de livramento (como Moisés) realizado sinais, prodígios e exorcismo;
  • 8.    Jesus confrontou as autoridades da época e Moisés confrontou faraó no Egito.

Onde Israel falhou, Jesus se mostrou um filho fiel e, seus seguidores, vendo isto deveriam assumir a tarefa de serem o povo servo de Deus. Jesus fez o possível para que seus discípulos fossem fiéis, tementes e conhecedores dos problemas que a vida iria impor a eles e, o caminho para o “reino de Deus”, além de demonstrar e deixar a forma como o amor e o perdão devem andar.

Os discípulos de Jesus eram simples, na grande maioria, e a simplicidade foi a ferramenta que mais o Senhor utilizou em seus ensinamentos e orientação para eles. Mas, a principal ferramenta utilizada por Jesus foi a fidelidade e lealdade a Deus e, não a instituições da época (fossem políticas ou religiosas), pois só assim eles enxergariam e levariam a diante a obra deixada por Ele.

De certo modo, esse foi o nascimento do movimento de Jesus, e, pelo menos nesse sentido, Jesus “fundou” a Igreja.

Espero que tenham gostado. Na próxima semana, veremos o terceiro tópico:

A Palestina na época de Jesus.

Até lá!!!

 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

CURTA METRAGEM TEMA: "JESUS CRISTO"






 

"Sumam com o rei! – O movimento de Jesus"

 Olá povo Deus!

Semana abençoada para todos.

Como prometemos estamos dando início ao nosso “Papo Franco”, onde começaremos a estudar a HISTÓRIA DO CRISTIANISMO.

Vamos dar início pela Época de Jesus e dos apóstolos, o período que compreende de 6 a.C. a 70 d.C.

Nesta pequena introdução queremos destacar, que neste intervalo de tempo remontam as raízes do Cristianismo, onde tem como plano de fundo à história judaica nos levando muito antes do nascimento de Jesus Cristo. Foi com Jesus de Nazaré, entretanto, quem condenou as idéias do judaísmo estabelecido e trouxe um movimento de renovação à luz da história no início do primeiro século.

Após sua crucificação sob o domínio de Pôncio Pilatos, um oficial romano, os ensinamentos de Jesus espalharam-se por toda região mediterrânea. Um apóstolo chamado Paulo foi especialmente influente. Ele enfatizou o dom divino de salvação para todos os homens e, assim, conduziu o cristianismo, cujo surgimento se deu em meio ao judaísmo palestino, a uma posição de religião universal.

Neste intervalo de tempo, que veremos ao longo de algumas semanas temos:




     


No primeiro capítulo temos como título: "Sumam com o rei! – O movimento de Jesus".

O Cristianismo é a única dentre as principais religiões a ter a humilhação de seu Deus como elemento central da sua criação.

Para isso, precisamos estar cientes de que a crucificação era uma morte bárbara, reservada para agitadores, piratas e escravos. A lei judaica amaldiçoava “todo aquele pendurado no madeiro”, e o estadista romano Cícero advertiu: “A própria palavra cruz deve permanecer longe não só do corpo do cidadão romano, mas também de seus pensamentos, olhos e ouvidos”.

Parte do castigo da vítima consistia em ser chicoteada para, então, carregar a pesada viga até o local da própria morte. Quando a cruz era levantada, afixava-se nela um aviso declarando o nome e o crime do culpado.

No caso de Jesus, INRI: Jesus Nazarenus Rex Iudacorum (Jesus de Nazaré, rei dos judeus).

A aparente intenção de Pôncio Pilatos, juiz romano de Jesus, foi que aquilo servisse como um golpe final contra os judeus, mas, assim como no caso da própria cruz, os seguidores de Jesus encontraram um significado especial naquela mensagem.

Este foi o primeiro tópico do capítulo 1. Espero ter aguçado a curiosidade em saber mais sobre este momento Dele junto a nós.

Na próxima semana, veremos o segundo tópico:

Jesus e a Igreja.

Até lá!!!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Vamos conversar sobre o Cristianismo?

 Olá!

Vamos dar início a uma série de bate-papos sobre a História do Cristianismo, tendo como base uma das obras mais atuais.

Vamos conversar sobre "História do Cristianismo" de Bruce L. Shelley, atualização de R.L. Hatchett, da Thomas Nelson Brasil.

Bruce Shelley foi, por muito tempo, professor de História da Igreja e Teologia Histórica no Denver Theological Seminary. É mestre em Teologia pelo Fuller Theological Seminary e doutor pela Universidade de Iowa. Shelley faleceu em 2010, e dentre as obras que publicou estão: A Igreja: Deus é povo; Evangelismo na América e A Cruz e o Fogo (Obs.: Títulos traduzidos por este que vos escreve).

R.L. Hatchett é professor de Teologia e filosofia na Houston Baptist University. É mestre e doutor pelo Southwestern Baptist Theological Seminary e contribuiu nas seguintes obras: Dicionário Bíblico Holman; Laços que Unem: a vida junto na Visão Batista e, Hermenêutica Bíblica  (Obs.: Títulos traduzidos por este que vos escreve).

Será muito interessante pois, viajaremos juntos, desde a época de Jesus e dos apóstolos até a época de expansão e remanejamento global (1900 em diante).

Espero que todos possa se interessar por saber da origem da vida cristã e os eventos que fizeram surgir a multidiversidade denominacional de hoje.

Em caso de dúvidas, é só perguntar e responderemos na medida do possível.

Até a próxima semana!


A PALESTINA NA ÉPOCA DE JESUS (2ªparte)

Olá povo Deus! Semana abençoada para todos. Bora lá dar continuidade ao tópico de hoje: A Palestina na época de Jesus . C onforme havíam...