terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

A PALESTINA NA ÉPOCA DE JESUS (1ª parte)

 Olá povo Deus!

Semana abençoada para todos.

Bora lá ao tópico de hoje: A Palestina na época de Jesus.

Quando ouvimos a palavra Palestina, o que vem a nossa mente é guerra, atentados, morte e choro, muito choro.

A Palestina deriva de uma colcha de retalhos políticos-religiosos, onde os únicos prejudicados são o povo. O povo da época de Jesus.

Você sabia que essa região é o berço do Cristianismo? Não!!! Pois é. Esse lugar sofre com invasões, guerrilhas, guerras e atentados a milhares de anos e, é difícil enxergarmos com nossos olhos humanos um final feliz.

Mas, vamos lá. Feche seus olhos e tente visualizar uma terra sendo dividida várias e várias vezes, esta é a Palestina.

O nome Palestina tem várias origens e significados, em árabe: فلسطين, transliterado: Filasṭīn; em hebraico: פלשתינה; em grego: Παλαιστίνη, transliterado: Palaistinē, e em latim: Palæstina; é a denominação histórica dada pelo Império Romano a partir de um nome hebraico bíblico, a uma região do Oriente Médio situada entre a costa oriental do Mediterrâneo e as atuais fronteiras ocidentais do Iraque e Arábia Saudita, hoje compondo os territórios da Jordânia e Israel, além do sul do Líbano e os territórios da Faixa de Gaza e Cisjordânia.



A área correspondente à Palestina até 1948 encontra-se hoje dividida em três partes: uma parte integra o Estado de Israel; outra a atual Jordânia e duas outras (a Faixa de Gaza e a Cisjordânia), de maioria de árabes palestinos, deveriam integrar um estado palestino a ser criado – de acordo com a lei internacional, bem como as determinações das Nações Unidas, o Reino Unido. 

Em 1967, a Faixa de Gaza e a Cisjordânia foram conquistadas por Israel ao Egito e à Jordânia respetivamente, após a Guerra dos Seis Dias. E posteriormente Gaza em 2005 foi entregue à Autoridade Palestina, já a Cisjordânia (Judeia e Samaria) possui partes de territórios soberanos palestinos e parte de territórios com habitantes israelenses estabelecidos na conquista do território.

Há alguns anos, porções dispersas dessas duas áreas foram oferecidas por Israel e passaram a ser administradas pela Autoridade Palestina, mas, devido aos ataques violentos dos palestinos, esses territórios e sua população estão sob constante observação. 

A população palestina dispersa pelos países árabes em campos de refugiados, ou situados nos territórios de Gaza e Cisjordânia, é estimada em 5 milhões de pessoas. 

Desde 2018, uma campanha encabeçada pela ONU, tenta levantar fundos para os refugiados da Palestina.

Assim está hoje a Palestina. E no tempo de Jesus? Vejamos:

Na época de Jesus a Palestina era um lugar de miscigenação social, religiosa e política. Era governada por Roma. 

A agricultura era desenvolvida ainda de forma muito rudimentar, em Jerusalém os sacerdotes judeus ofereciam sacrifícios ao Senhor de Israel e, a cinquenta quilômetros dali, em Sebaste, sacerdotes pagãos ofereciam sacrifícios para o deus romano Júpiter.

Os judeus eram apenas a metade da população da Judeia, tinham aversão aos seus dominadores, e detestavam as praticas pagãs em sua pátria. 

Os romanos eram detentores de um modo de vida promíscuo e odiado pelos habitantes, pois eles introduziram a cultura helênica (grega), que já havia sido trazida anteriormente pelos sírios séculos antes. Todos os filhos de Abraão desprezavam seus dominadores, discordando apenas quanto a maneira de opor-lhes resistência.

Séculos antes, os profetas de Israel haviam anunciado um dia em que o Senhor livraria seu povo dos conquistadores pagãos e estabeleceria seu reino sobre toda a terra. 

Naquele dia, Ele enviaria um soberano ungido, um messias, para por fim ao mundo corrupto do presente e substituí-lo por um paraíso eterno. 

Ele ressuscitaria os mortos e julgaria suas ações neste mundo, e os ímpios seriam unidos, mas os justos seriam recompensados coma vida eterna no reino de Deus.

Segundo o livro de Daniel e outros escritos judaicos populares, o reino do Senhor seria estabelecido somente após uma batalha cósmica final entre as forças do bem e do mal. 

Ela terminaria com a destruição da ordem mundial existente e a criação de um reino sem fim (Dn.7:13-22). Essa crença, juntamente com ideias sobre a ressurreição dos mortos e juízo final, fazia parte da fé judaica popular na época de Jesus.

A partir daí e, contra a dominação romana, facções judaicas foram surgindo, cada uma delas com sua interpretação do momento. Nesse momento, também, surge o Senhor Jesus.

=====Até nosso próximo encontro===================

Onde vamos falar um pouco desses grupos ou facções como foram chamados, suas características sociais, religiosas e políticas.

Lembrando a todos que nosso trabalho de estudo está baseado no livro "História do Cristianismo" de Bruce L. Shelley e revisado por R. L. Hatchett da Editora Thomas Nelson Brasil, Rio de Janeiro, 2020.

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Responderei em breve. Até lá!!!

A PALESTINA NA ÉPOCA DE JESUS (2ªparte)

Olá povo Deus! Semana abençoada para todos. Bora lá dar continuidade ao tópico de hoje: A Palestina na época de Jesus . C onforme havíam...